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Micro e Pequenas Empresas Paulistas Crescem em Faturamento no mês de Janeiro


Resultado foi o segundo melhor para um mês de janeiro desde o início da série histórica, em 1998, segundo pesquisa do Sebrae-SP

Máquina Public Relations a serviço do Sebrae-SP
Miriam Bizarro – Assessor de Imprensa

O faturamento das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas cresceu 12,3% em janeiro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2013. O resultado, que já traz a inflação descontada, representa a segunda maior taxa de variação no índice para um mês de janeiro desde o início da série histórica, iniciada em 1998. Os dados são da pesquisa Indicadores Sebrae-SP.


A receita total das MPEs paulistas em janeiro deste ano foi de R$ 47,9 bilhões, R$ 5,2 bilhões acima do registrado em igual período de 2013.

“O resultado de janeiro, com aumento de 12,3% no faturamento, é expressivo, mas há de se considerar que teve influência da base relativamente fraca de comparação, pois em janeiro de 2013 o faturamento das MPEs apresentou variação de +0,9% ante janeiro de 2012”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.

Na comparação com dezembro de 2013, os resultados vão em direção oposta. Em janeiro, as MPEs apresentaram queda de 6,8% na receita real sobre o mês anterior. Os três setores – indústria, comércio e serviços – tiveram queda no faturamento real de 10,5%, 9,9% e 1%, respectivamente.

“Dezembro é um mês que conta com as vendas para as festas de fim de ano, daí o resultado mais forte, que afeta diretamente a comparação com janeiro”, diz Caetano.

Na análise por setores, o comércio apresentou alta no faturamento real de 16,8% em relação a janeiro do ano passado. No mesmo período, o setor de serviços teve aumento de 9,1% e a indústria, de 3,8%.

Por regiões, o município de São Paulo obteve crescimento de 13,1%, no faturamento, no primeiro mês deste ano quando contrastado com janeiro de 2013. A Região Metropolitana de São Paulo ficou com alta de 12,4% na mesma comparação. Interior e Grande ABC apresentaram elevações de 12% e 2,2%, respectivamente.

O rendimento dos empregados das MPEs aumentou 8% em janeiro ante janeiro de 2013, já descontada a inflação. A folha de salários cresceu 11,5%. O rendimento e a folha de salários englobam salários e outras remunerações recebidas pelos funcionários. O pessoal ocupado (sócios-proprietários, familiares, empregados e terceirizados) aumentou 4,4% em igual período.

A maioria dos proprietários de MPEs paulistas espera que o faturamento de seu negócio se mantenha estável nos próximos seis meses. Essa é a expectativa de 54% dos entrevistados em fevereiro. “Houve um aumento da parcela de empresários que espera estabilidade, em relação a fevereiro/13, quando 49% dos entrevistados tinha essa expectativa”, explica o economista e consultor do Sebrae-SP, Pedro João Gonçalves.

Com relação à economia brasileira, a maioria (53%) disse, em fevereiro, acreditar em estabilidade nos seis meses seguintes à pesquisa. Em fevereiro de 2013, 56% tinham tal perspectiva. “Entretanto, os que esperam piora estão em maior número este ano do que há um ano atrás: são 14% em fevereiro/14 e eram 9% em fevereiro/13”, afirma.

“O ritmo modesto da atividade econômica deve moderar o avanço do faturamento das MPEs.” Segundo Gonçalves, o desempenho das MPEs, é muito influenciado pelo consumo no mercado interno, que tende a crescer em ritmo menor em 2014, por conta da menor expansão da renda e do emprego. “O cenário internacional também deve ser ponto de atenção por parte das empresas”. “Houve uma melhora nos últimos meses, mas ainda há incertezas no cenário externo. Um desempenho aquém do esperado dos Estados Unidos, por exemplo, pode influir negativamente no Brasil, com possíveis reflexos nas MPEs.”

A pesquisa

A pesquisa Indicadores Sebrae-SP é realizada mensalmente, com apoio da Fundação Seade. São entrevistados 2.716 proprietários de MPEs do Estado de São Paulo por mês. Na pesquisa, as MPEs são definidas como empresas de comércio e serviços com até 49 empregados e empresas da indústria de transformação com até 99 empregados, com faturamento bruto anual até R$ 3,6 milhões. Os dados reais apresentados foram deflacionados pelo INPC-IBGE. 



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